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dc.creatorSilva, Sara Evelyn Mota da-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3997349821099113eng
dc.contributor.advisor1Oliveira, Sérgio Sócrates Baçal de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2630140455966144eng
dc.contributor.referee1Cavalcante, Lidiany de Lima-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6833372279403809eng
dc.contributor.referee2Campos, Érico Bruno Viana-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8863593649257876eng
dc.date.issued2025-12-10-
dc.identifier.citationSILVA, Sara Evelyn Mota da. A dor que transcende à pele e as marcas que contam histórias: casos de autolesão não suicida na adolescência atendidos em um centro de atenção psicossocial. 2025. 148 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2025.eng
dc.identifier.urihttps://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11401-
dc.description.resumoA Autolesão Não Suicida (ALNS) caracteriza-se pelo ato em que o sujeito recorre a agressões ao próprio corpo sem intenção suicida, buscando aliviar dores emocionais por meio da dor física. Trata-se de um fenômeno que emerge principalmente na adolescência. As formas de autolesão são variadas, como cortes, queimaduras ou agressões corporais, e não podem ser reduzidas a um único significado ou explicação. Por se tratar de um fenômeno multifatorial, suas motivações devem ser compreendidas a partir das singularidades de cada adolescente e das dinâmicas relacionais, sociais, econômicas e históricas que atravessam suas experiências. Assim, estudar a ALNS implica reconhecer que o ato expressa sentidos produzidos no encontro entre sujeito, contexto e relações, e não simplesmente um sintoma ou transtorno isolado. Este estudo investiga a ALNS na adolescência a partir das vivências de adolescentes acompanhados no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Parintins/AM e das compreensões da equipe multiprofissional. A pesquisa, ancorada na abordagem qualitativa e na Psicologia Sócio-Histórica, utilizou observação participante, entrevistas narrativas, entrevistas semiestruturadas, questionários sociodemográficos e diário de campo. Esse conjunto de instrumentos possibilitou captar significados produzidos no entrelaçamento das dimensões subjetivas e dos contextos sociais, culturais e institucionais que constituem o cotidiano dos adolescentes e do serviço. Os resultados revelam que a ALNS surge como tentativa de produzir alívio diante de vivências marcadas por negligências, situações de violência, luto, conflitos familiares, e sofrimento emocional silenciado. As narrativas dos adolescentes “Coração de Ouro” e “Darwin” mostram como a dor física é mobilizada para regular afetos, criar sensação de controle, de se sentir e tornar visível seu sofrimento. Assim, reafirma-se que a ALNS não expressa desejo de morte, mas uma forma de resistência e comunicação frente à dor. No âmbito institucional, a análise do cotidiano do CAPS II evidencia desafios estruturais relacionados à alta demanda de atendimentos, à sobrecarga de trabalho e às fragilidades na articulação com as famílias. Esses elementos impactam o percurso de cuidado, mas não anulam a centralidade do compromisso ético e humanizado da equipe multiprofissional. Os profissionais destacam a importância da escuta, do acolhimento não julgador e da construção de vínculos que considerem a historicidade e as narrativas dos adolescentes. A pesquisa reafirma a necessidade de compreender a ALNS para além da patologização, deslocando interpretações que reduzem o adolescente a um diagnóstico e obscurecem as dimensões sociais, relacionais e culturais que atravessam o fenômeno. Essas dificuldades se intensificam diante das particularidades da região amazônica e das diversas adolescências que a constituem, especialmente no que se refere ao acesso aos serviços de saúde mental. Ainda que os adolescentes participantes deste estudo sejam residentes de Parintins, é importante reconhecer que o cuidado em saúde mental na Amazônia é atravessado por desafios estruturais mais amplos, como as grandes distâncias geográficas entre municípios, a dependência das vias fluviais para deslocamento e a limitação de recursos. Tais elementos precisam ser considerados tanto na formulação de políticas públicas quanto na implementação de práticas de cuidado, que reforcem a necessidade de reconhecer as especificidades territoriais, culturais e sociais que atravessam a vida dos adolescentes amazônidas.eng
dc.description.abstractNonsuicidal Self-Injury (NSSI) is characterized by the act in which an individual resorts to self-inflicted harm without suicidal intent, seeking to alleviate emotional pain through physical pain. It is a phenomenon that emerges predominantly during adolescence. Forms of self-injury vary, such as cutting, burning, or hitting oneself, and cannot be reduced to a single meaning or explanation. As a multifactorial phenomenon, its motivations must be understood from the singularities of each adolescent and from the relational, social, economic, and historical dynamics that shape their experiences. Thus, studying NSSI implies recognizing that the act expresses meanings produced in the encounter between subject, context, and relationships, and not simply a symptom or isolated disorder. This study investigates NSSI in adolescence based on the experiences of adolescents assisted at the Psychosocial Care Center (CAPS II) in Parintins, Amazonas, and on the perspectives of the multidisciplinary team. Anchored in a qualitative approach and in Socio-Historical Psychology, the research employed participant observation, narrative interviews, semi-structured interviews, sociodemographic questionnaires, and field notes. This set of instruments made it possible to capture meanings produced at the intersection of subjective dimensions and the social, cultural, and institutional contexts that constitute the daily lives of the adolescents and the service. The results reveal that NSSI arises as an attempt to generate relief in the face of experiences marked by neglect, situations of violence, grief, family conflicts, and silenced emotional suffering. The narratives of the adolescents “Coração de Ouro” and “Darwin” show how physical pain is mobilized to regulate emotions, create a sense of control, feel oneself, and make their suffering visible. Thus, NSSI is reaffirmed not as an expression of a desire for death, but as a form of resistance and communication in the face of pain. At the institutional level, the analysis of the daily dynamics at CAPS II highlights structural challenges related to high service demand, work overload, and fragile coordination with families. These elements affect the care process but do not overshadow the centrality of the ethical and humanized commitment of the multidisciplinary team. The professionals emphasize the importance of qualified listening, nonjudgmental care, and the construction of bonds that consider the adolescents’ historicity and narratives. The study reinforces the need to understand NSSI beyond pathologization, challenging interpretations that reduce adolescents to diagnostic categories and obscure the social, relational, and cultural dimensions that shape the phenomenon. These challenges intensify in the context of the Amazon region and the diverse adolescences that compose it, particularly regarding access to mental health services. Although the adolescents participating in this study reside in Parintins, it is essential to recognize that mental health care in the Amazon is affected by broader structural barriers, such as long distances between municipalities, reliance on river transport, and resource limitations. These elements must be considered in the formulation of public policies and in the implementation of care practices that strengthen the need to acknowledge the territorial, cultural, and social specificities that shape the lives of Amazonian adolescents.eng
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superioreng
dc.formatapplication/pdf*
dc.thumbnail.urlhttps://tede.ufam.edu.br/retrieve/90725/DISS_SaraSilva_PPGPSI.pdf.jpg*
dc.languageporeng
dc.publisherUniversidade Federal do Amazonaseng
dc.publisher.departmentFaculdade de Psicologiaeng
dc.publisher.countryBrasileng
dc.publisher.initialsUFAMeng
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiaeng
dc.rightsAcesso Aberto-
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/-
dc.subjectComportamento autodestrutivopor
dc.subjectServiços de saúde mentalpor
dc.subjectSaúde mentalpor
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANASeng
dc.titleA dor que transcende à pele e as marcas que contam histórias: casos de autolesão não suicida na adolescência atendidos em um centro de atenção psicossocialeng
dc.typeDissertaçãoeng
dc.contributor.advisor1orcidhttps://orcid.org/0000-0002-2194-5762eng
dc.creator.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-0295-7637eng
dc.contributor.referee2orcidhttp://orcid.org/0000-0002-4716-4163eng
dc.subject.userAutolesão não suicidapor
dc.subject.userAdolescênciapor
dc.subject.userCentro de atenção psicossocialpor
dc.subject.userSaúde mentalpor
Appears in Collections:Mestrado em Psicologia

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