@MASTERSTHESIS{ 2025:1963315429, title = {Poder, ideologia e gênero na obra ‘A letra escarlate’, uma leitura sob a ótica discursiva}, year = {2025}, url = "https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11398", abstract = "A presente dissertação é uma análise discursiva de filiação francesa das relações de poder, ideologia e gênero, materializadas e caracterizadas por diferentes formações discursivas evidenciadas na obra A Letra Escarlate (1850), autoria de Nathaniel Hawthorne (1805-1864), referente à protagonista do romance: Hester Prynne. O percurso teórico e metodológico utilizado é de uma abordagem qualitativo-discursiva e de pesquisa bibliográfica. Para o desenvolvimento da proposta da análise discursiva, foi empregado o procedimento teórico e metodológico arquegenealógico, pressuposto definido por Michel Foucault, na relação entre Saber-Poder-Sujeito; e dos conceitos de Estrutura e Acontecimento, pressuposto teórico e metodológico definido por Michel Pêcheux, na relação entre Língua-Discurso-IdeologiaSujeito. A montagem do corpus é composta por trechos da obra A Letra Escarlate (1850), utilizada como pano de fundo para a análise e da qual foram selecionadas as materialidades linguísticas. Com o objetivo de evidenciar enunciados às formações discursivas e às relações de poder referentes à personagem e à problematização em relação ao tema, esta dissertação verticalizou trechos selecionados a partir da obra com as teorias da análise do discurso francesa, em diálogo com outros referenciais teóricos propostos. A análise evidenciou que Hester Prynne está enquadrada em uma sociedade androcêntrica, patriarcal e puritana, marcada por ideologias, relações poder-saber, aparelhos ideológicos e repressivos do Estado que materializam discursos de determinação de comportamento, condutas e montam uma estrutura de poder e dominação do sujeito feminino, de violência e opressão, colocando-o numa relação de poder de subalternidade e silenciamento. Ainda assim, mesmo estando numa sociedade repressiva para o sujeito feminino, a personagem resiste e, com brio, segue sua vida com uma atitude afirmativa, sem reagir às decisões das relações do poder, resistindo, assim, ao sistema de dominação estrutural. O que evidencia ter uma moral forte, própria e uma ética de existência individual consigo mesma. Para conseguir os resultados esperados, a análise tomou por base os seguintes autores: Althusser (1970), Bourdieu (2010), Brito (2017), Brandão (2012) Foucault (2008, 2012, 1999, 1996, 1979), Safiotti (2015), Orlandi (2009), Pêcheux (1995, 2008), Stearns (2015), Karnal et al (2010), Lerner (2019), Beauvoir (1967), Lauretis (2019), Žižek (2014).", publisher = {Universidade Federal do Amazonas}, scholl = {Programa de Pós-graduação em Letras}, note = {Faculdade de Letras} }