@MASTERSTHESIS{ 2025:294985952, title = {A Natureza no ensino de geografia e a geografia da Natureza que se ensina no ensino básico}, year = {2025}, url = "https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11377", abstract = "Esta pesquisa veio com o propósito de analisar como a categoria Natureza está sendo desenvolvida na Geografia. Enquanto ciência, a Geografia Clássica inicia a sua jornada com a dicotomia Humana e Física que, com base no positivismo, metodologicamente descritiva, continua bastante presente no ensino básico e superior, durante as aulas e produção de obras (artigos, livros, etc.). No Brasil essa “herança” perdurou durante a primeira metade do século XX. A partir deste período (principalmente após 1970), surge a Geografia pautada no materialismo histórico e dialético. Apesar da quebra de paradigmas impulsionados pelo marxismo, pensando a Natureza enquanto mercadoria, porém, as práticas tradicionais de ensino continuavam a partir do professor e dos materiais didáticos desatualizados, e a Natureza, sendo tratada na dicotomia, entre ela e sociedade A dificuldade perceptível é desenvolver um olhar bem mais abrangente e com discussões mais significativas para realidades escolares, ou mesmo do discente. Ou seja, compreendendo as diversas relações da (s) Natureza (s). Então, quais esferas e/ou atores da sociedade vêm gerando essa continuidade dicotômica no modo de fazer/ensinar a geografia no ambiente escolar? A proposta da pesquisa tem como objetivo geral compreender como a categoria natureza vem sendo refletida no ensino da geografia. A partir de então, alguns objetivos específicos foram sistematizados, buscando ainda: identificar no material escolar didático como os conteúdos apresentam a Natureza; Entender como os conteúdos referentes a Natureza tem sido introduzido no ensino de geografia; Verificar como a Natureza é apresentada e assimilada pelos estudantes do ensino fundamental; Verificar metodologias ativas utilizadas para entender a Natureza e até que ponto há análises críticas desta; Compreender como as propostas curriculares nacionais tem estimulado essa discussão no ensino de geografia. Não há a pretensão de buscar uma investigação estatística ou numérica. Ressalta-se que, a pesquisa não nega os números que afloram, porém, a ideia principal não é simplesmente quantificar e mensurar. Metodologicamente são contempladas duas escolas no município de Manaus, sendo: o Colégio Lato Sensu e a Escola Municipal Jornalista Sabá Raposo de forma não análogas, compreendendo ambos os ambientes de acordos com as suas peculiaridades. Para tanto realizou-se a verificação do grau de qualificação docente e suas formas de atuação através de entrevistas, verificando êxitos e dificuldades. Tal pesquisa aplicou questionários semiestruturados com os estudantes para os assuntos com maior dificuldade sobre a Natureza que se ensina. Com isso, fez-se necessário apresentar os resultados para as escolas, já com propostas relevantes de metodologias ativas, de diálogos horizontais ou outra metodologia que surgiram no decorrer da pesquisa para experienciar estas na prática. A análise dos dados e das informações trouxe à tona que a categoria Natureza ainda é pouco trabalhada em sala de aula. E tal ausência pode ser explicada pela, ainda, forte presença da dicotomia em toda a estrutura do ensino de Geografia, envolvendo a Base Nacional Curricular Comum - BNCC, escolas, livros didáticos e professores.", publisher = {Universidade Federal do Amazonas}, scholl = {Programa de Pós-graduação em Geografia}, note = {Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais} }