@MASTERSTHESIS{ 2025:1140962356, title = {A geografia lírica de Astrid Cabral: metáforas de uma poética do espaço e do lugar}, year = {2025}, url = "https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11391", abstract = "Esta pesquisa teve como objetivo analisar a geografia lírica presente na poesia de Astrid Cabral, poeta amazonense, investigando as metáforas criadas por ela para recriar as relações de identidade, exílio, cultura e trocas culturais. Após explorar as metáforas elaboradas pela autora para recriar as noções de espaço e lugar, dimensionando as interfaces dos estudos geográficos com os estudos literários, a pesquisa concentrou-se na análise de três livros de Astrid selecionados como objetos de pesquisa: Visgo da terra, no que concerne à identidade amazônica; Torna-viagem, no que diz respeito à reflexão sobre trocas culturais em terras estrangeiras; Rês desgarrada, em relação ao enfoque do exílio. A dissertação é formada por quatro capítulos, cada um tendo a sua base teórica, sendo as abordagens teóricas da metáfora (abordagem clássica, metáfora conceptual e metáfora viva) o fio condutor teórico e metodológico. O estudo procura mostrar que, nos muitos trânsitos líricos entre a Amazônia, o Oriente Médio e os Estados Unidos da América, Astrid faz avultar a figura de uma mulher que circula pelos espaços em busca de um lugar. Sua obra poética é profundamente marcada pela reflexão sobre espaço e lugar, elementos que não são meros cenários em seus livros, mas sim entidades vivas, afetivas e simbólicas. Essa noção se transforma de acordo com os deslocamentos da autora — físicos, culturais e interiores —, resultando em uma poética do enraizamento e do desenraizamento. Ou ainda uma cartografia do pertencimento e da perda. A geografia lírica de Astrid Cabral, nos três livros analisados, constitui uma verdadeira geografia afetiva e existencial. Sua obra nos mostra que escrever poesia é uma forma de habitar o mundo, mesmo quando esse mundo está em ruínas ou longe de casa. A metáfora foi a principal ferramenta de Astrid nessa arqueologia do sentimento. Isso porque a metáfora lança pontes com o desconhecido e possibilita dizer o indizível, após experimentá-lo.", publisher = {Universidade Federal do Amazonas}, scholl = {Programa de Pós-graduação em Letras}, note = {Faculdade de Letras} }