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Tipo do documento: Dissertação
Título: Manáos uma Aldeia que virou Paris: saberes e fazeres indígenas na Belle Époque Baré 1845-1910
Autor: Braga, Bruno Miranda 
Primeiro orientador: Carvalho Júnior, Almir Diniz de
Resumo: A Dissertação evidencia aspectos do cotidiano, dos saberes e fazeres indígenas na cidade de Manaus durante o período da Belle Époque. Trabalhamos nesse cotidiano as vivencias, as resistências, as práticas culturais da cidade em detrimento da presença dos indígenas que por aqui viviam. Partimos da aceitação dos índios como sujeitos atuantes e com propriedade cultural de quem exerce um ethos mesmo que impelido. Muito já se falou sobre a Belle Époque Manauara, e sobre a questão do índio, sempre em separado. Esta Dissertação uniu essas duas temáticas visando evidenciar o aspecto indígena presente no mundo “luxuoso e moderno” trazido pela Belle Époque, e cristalizado pela historiografia celebrativa. Manaus cresceu, enfeitou-se para atender a um grupo especifico da cidade: a sociedade, a elite enriquecida pela extração da goma elástica. Essa pesquisa tem como tema central, índios na Belle Époque Manauara, e visa fazer uma análise investigativa e descritiva do que aconteceu com os mesmos no fim do século XIX, e inicio do XX, analisar o discurso que se construiu acerca da cidade e de seus habitantes. Trabalhamos com alguns teóricos da modernidade, visando estabelecer um paralelo entre a cidade de Manaus e as demais capitais do mundo que se reconfiguraram, se reurbanizaram nos parâmetros do que havia de mais moderno na época. Vemos que entre a cidade mostrada nos postais e fotografias, e a cidade das vivências, havia um limite de beleza em detrimento de que a tentativa de unicidade enfrentava uma resistência pela presença de uma ampla diversidade étnica e cultural. A perspectiva de análise documental foi à Nova História e Nova História Cultural, que seguindo a tradição da Escola dos Annales, faz uma análise crítica tentando visualizar a “posição dos de baixo”, que pouco aparecem nos discursos oficias como protagonistas, por isso fazer nova história é ouvir e dar vozes a novas partes. Com a leitura das fontes, percebemos como o índio fez a seu modo, táticas de defesa, para prosseguir residindo na cidade da qual estava sendo impelido. Grandes prédios vão aparecer na então Manáos, trazendo consigo uma arquitetura e decoração estrangeira, passando pelo barroco, rococó, art nouveau, porém sempre fazendo uma alusão, mesmo que romantizada a cultura nativa. Veremos como deu-se o hibridismo cultural entre índios e brancos nas suas práticas sociais nesta fase da história da cidade. Falar dos índios, ainda hoje desperta sentimentos de repulsa ou fascínio. Isso acontece, pelo fato de existirem pessoas que acreditam e personificam a cultura dos povos indígenas como “não desenvolvidas”, estagnada no tempo. Agora, se na contemporaneidade, no século XXI, pensa-se assim, como seria esse imaginário no final do século XIX, no advento do XX, no período do “fin de siécle”, da Belle Époque, há 150 anos? Essa pesquisa, ao analisar o cotidiano da cidade, procurará mostrar o imaginário das elites, dos transeuntes, dos viajantes acerca dos nativos, seus hábitos e costumes. Iremos investigar e analisar o que aconteceu com índios de Manaus durante esse período.
Abstract: The Dissertation shows aspects of everyday life, indigenous knowledge and practices in Manaus during the period of the Belle Époque. We work on that every day the livings, the resistance, the city's cultural practices to the detriment of the presence of indigenous people who lived here. We start from the acceptance of the Indians as acting subjects and cultural property of whoever has an ethos even if driven. Much has been said about the Belle Époque Manauara, and the question of the Indian, always separately. This Dissertation has united these two themes in order to highlight the indigenous aspect present in the world "modern luxury" brought by the Belle Époque, and crystallized by celebratory historiography. Manaus grew, adorned-to cater to a specific group of the city: society, the elite enriched by the extraction of chewing gum. This research is focused on, Indians in Belle Époque Manauara, and aims to make an investigative analysis and descriptive of what happened to them in the late nineteenth century and early twentieth, analyse the speech that was built on the city and its population. We work with some theorists of modernity, to establish a parallel between the city of Manaus and the other capitals of the world that reconfigured if redevelopment for the parameters of what had of the art at the time. We see that between the city shown in postcards and photographs, and the town of experiences, there was a beauty limit the detriment that the attempt of unity faced resistance by the presence of a wide ethnic and cultural diversity. The prospect of document analysis was the New History and New Cultural History, which in the tradition of the Annales school, a critical analysis trying to view the "position of the low," which just appear in official speeches as protagonists so do new story is to listen and give voice to new parts. With the reading of the sources, we realize how the Indians made their way, defence tactics, to continue residing in the city, which was being driven. Large buildings will appear in Manáos then, bringing an architecture and decoration foreign, through the Baroque, Rococo, Art Nouveau, but always alluding, even romanticized native culture. We will see how gave up the cultural hybridity between Indians and whites in their social practices in this phase of the history of the city. Speaking of the Indians still arouses feelings of disgust and fascination. This happens because there are people who believe and embody the culture of indigenous peoples as "undeveloped", stagnant time. Now, if in contemporary times, in the XXI century, it is thought so, how would this imaginary in the late nineteenth century, the advent of the twentieth century, and the period of "fin de siècle", the Belle Époque, 150 years ago? This research, to analyse the life of the city, try to show the imagination of elites, bystanders, Travelers on the natives, their habits and customs. We will investigate and analyse what happened to Manaus Indians during this period.
Palavras-chave: Historiografia
Trabalho Indígena
Cultura indígena
Área(s) do CNPq: CIÊNCIAS HUMANAS: HISTÓRIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Amazonas
Sigla da instituição: UFAM
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Letras
Programa: Programa de Pós-graduação em História
Citação: BRAGA, Bruno Miranda. Manáos uma Aldeia que virou Paris: saberes e fazeres indígenas na Belle Époque Baré 1845-1910. 2016. 340 f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2016.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/5362
Data de defesa: 8-Jul-2016
Appears in Collections:Mestrado em História

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