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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6211
Tipo do documento: Tese
Título: Pedagogia da Alternância no Amazonas: uma práxis dos movimentos sociais da floresta e das Águas
Autor: Melo, André de Oliveira 
Primeiro orientador: Torres, Iraildes Caldas
Primeiro membro da banca: Freitas, Marilene Corrêa da Silva
Segundo membro da banca: Reis Filho, Milton Melo dos
Terceiro membro da banca: Fraxe, Therezinha de Jesus Pinto
Quarto membro da banca: Jesus, Edilza Laray de
Resumo: Esta tese assenta-se na análise das práticas socioeducativas da Casa Familiar Rural de Boa Vista do Ramos, que utiliza a proposta da Pedagogia da Alternância, no intuito de verificar a contribuição dessa prática educativa inovadora que tem início na França, estendendo-se no Amazonas através da Casa Familiar Rural. Busca-se averiguar de que forma os povos tradicionais da Amazônia participam dos processos de desenvolvimento local, remetendo para a inclusão do homem amazônico na educação do campo, da floresta e das águas. A Educação do Campo é a educação que atua para e na superação da situação de abandono, miséria, opressão e dominação presentes na área rural brasileira, produzida pelo capital. A substituição do termo educação rural por educação do campo, representa um avanço de largo alcance social no processo reivindicativo da luta pela educação do campo. A inserção da educação para os povos tradicionais encontra amparo na Constituição de 1988, conquista obtida pela pressão popular que, no jogo de forças com o grupo hegemônico, esteve em desvantagem até 1987. A visão tradicional consistia na ideia de que a industrialização só poderia ocorrer na cidade e, para isso, era preciso educar o operário. O campo estava fora do mister da indústria, não precisava de educação escolar na visão dominante. Os direitos garantidos para os trabalhadores da cidade não chegavam ao campo, foi, pois, com o advento da Carta de 1988, que os povos tradicionais obtiveram o direito à educação do campo. A experiência da Pedagogia da Alternância no Amazonas tem início em 1995, por iniciativa de ativistas ambientalistas e do protagonismo juvenil dos acadêmicos dos cursos técnicos em agroecologia e agente de desenvolvimento da agricultura familiar. Trata-se de uma proposta socioeducativa de formação dos sujeitos locais, tendo por base as suas culturas, modos de vida, práticas sociais do trabalho e organização social dos povos que habitam comunidades tradicionais. Este estudo elegeu como sujeitos da investigação as famílias que possuem filhos inseridos no processo de formação na Casa Familiar Rural de Boa Vista do Ramos, ouvidos sob as técnicas da entrevista profunda, entrevista semiestruturadas e grupo focal. Assume o aporte teórico-metodológico das ciências sociais tendo por base as orientações das abordagens qualitativas sem exclusão dos aspectos quantitativos. Busca estabelecer conexidades interdisciplinares com a Sociologia Rural, Educação, Geografia, Ciência Agrária e Ciência Política. Dentre os múltiplos resultados obtidos nesta investigação, ficou patente o fato de que a educação do campo é uma conquista histórica dos movimentos sociais do Brasil, com especial destaque no Amazonas. Ficou claro, também, o fato de que a pedagogia da alternância é um desdobramento da luta maior pela educação de forma autônoma, participativa e de feição local, cujo modelo advém da França, espraiando-se no Amazonas a partir dos anos de 1995. Deve-se considerar, por fim, que a pedagogia da alternância representa uma proposta alternativa de educação para os trabalhadores do campo que têm na sua cultura local o lastro de conteúdo curricular voltado para a emancipação social e o desenvolvimento regional.
Abstract: Cette thèse se répose dans l’analyse des pratiques socioeducatives de la Maison Familiale Rurale de Boa Vista dos Ramos qui utilise les propositions théoriques de la Pédagogie d’Alternance, dans le but de vérifier la contribuition de cette pratique éducative innovante qui a debuté en France et s’ est propagé peu à peu et a attendu d’autres pays comme l’état d’Amazonas au Brésil. On cherche à déterminer de quelle façon les peuples traditionnels de l’ Amazonie participent de l’éducation en milieu rural, dans la forêt et dans les eaux. L’éducation en milieu rural a pour objectif le dépassement des situations de l’abandon, misère, opression et domination qui sont présentes dans les régions rurales brésiliennes provoquées par le capital. La substituition du thèrme éducation rurale pour l’ éducation en milieu rural répresente un grand progrès social dans le processus revendicatif de la lutte pour une éducation em milieu rurale. L’ insertion de l’ éducation pour les peuples traditionnels est appuiée dans la Constituition de 1988, une conquête obtenue par la pression populaire que dans le jeu de forces avec les groupes hégémoniques était en désavantage jusqu’à 1987. La vision traditionnelle consistait dans l’idée de que l’industrialisation pouvait arriver seulement dans les villes et pour cela il fallait élever les ouvriers. Le milieu rurale ne faisait pas parti des intérêts de l’industrie, alors dans la vision dominante, il n’avait pas besoin d’acèss à une instruction scolaire. Les droits qui étaient garantis aux travailleurs des villes n’arrivaient pas aux milieu rurale. Seulement après l’ advant de la Lettre de 1988 que les peuples traditionnels ont obtenu le droit à l’éducation. L’expérience de la Pédagogie en milieu rural dans l’état d’Amazonas a commencé en 1995 grâce à l’initiative des activistes de l'environnement. et du protagonisme juvenil des académiques des cours téchniques en agroécologie et agents du développement de l’agriculture familiale. Il s’agit d’une proposition socioéducative de formations des personnes natives ayant pour base leurs cultures, leurs coutumes, leurs pratiques sociaux de travail et l’organisation social des peuples qui habitent les communautés traditionnelles. Cet étude a choisi comme sujet d’investigation les familles qui possèdaient des enfants integrés dans le processus de formation dans la Maison Familiale Rurale de Boa Vista do Ramos. Ces enfants ont été interrogés avec des interviews profondes, semi-structurées et groupes focal. Il utilise aussi un apport théorique-metodologiques des sciences sociaux ayant pour base les approches qualitatives sans éliminer les aspects quantitatifs. On cherche encore à établir des connexions interdisciplinaire avec la Sociologie rurale, Éducation, Geographie, Science Agricole et Science Politique. Parmi les divers résultats qui ont été obtenus dans cette investigation, il est évident que l’Éducation en milieu rurale est une conquête historique des mouvements sociaux du Brésil, en spécial dans l’ état d’Amazonas. Il est claire aussi, que la pédagogie d’altenance est résultat d’une lutte pour une éducation de façon autonome, participative et locale, dont le modèle s’origine dans la France et à partir de 1995 se développe dans l’état d’Amazonas. On doit considérer aussi que la Pédagogie de l’Alternance représente une proposition alternative d’éducation pour les travailleurs agricoles qui ont dans leur culture un contenu curriculaire engagé avec l’émancipation social et le développement régional.
Palavras-chave: Educação do Campo
Pedagogia da Alternância
Casa Familiar Rural de Boa Vista do Ramos
Éducation en milieu rural
Pédagogie de l’Alternance
Casa Familiar Rural
Área(s) do CNPq: CIÊNCIAS HUMANAS
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Amazonas
Sigla da instituição: UFAM
Departamento: Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia
Citação: MELO, André de Oliveira. Pedagogia da Alternância no Amazonas: uma práxis dos movimentos sociais da floresta e das Águas. 2017. 206 f. Tese (Doutorado em Sociedade e Cultura na Amazônia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2017.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Endereço da licença: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
URI: http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6211
Data de defesa: 17-Jan-2017
Appears in Collections:Doutorado em Sociedade e Cultura na Amazônia

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