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Please use this identifier to cite or link to this item: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6575
Tipo do documento: Dissertação
Título: Itinerários de Sociologia e ética sobre o amor: crítica literária de personagens femininos escolhidos
Autor: Robustelli, Marucci Maria do Perpétuo Socorro Oliveira 
Primeiro orientador: Noronha, Nelson Matos de
Primeiro membro da banca: Aguiar, Lileane Praia Portela de
Segundo membro da banca: Freitas, Marilene Corrêa da Silva
Resumo: Trata-se de um trabalho que tem como tema o Amor e, também, o feminino, notadamente, sobre o Amor. Os personagens femininos foram escolhidos para explicitar o tema, como fenômeno de sua expressão. O tema foi traduzido a partir da voz de alguns personagens da Literatura. Ressalta-se, por conseguinte, que não há hierarquia entre eles, qual seja, um “amor melhor que outro” ou um personagem mais sofisticado ou com mais status que outro, assim como Medeia é um clássico da tragédia grega e a Mulher-gato uma criação da literatura popular. Desse modo, eleitos os personagens femininos e realizadas as aproximações com a Sociologia e a Filosofia, no cenário em que Amor está inserido na Literatura. Esse Amor que pode ser definido, nos ensaios, como um par, ou seja, acompanhado de outro conceito que o delimita, como, por exemplo, a liberdade, a amizade, a generosidade, a renúncia. O Amor, portanto, no âmbito do estudo, é sempre causa e tudo mais é resultado dessa deliberação amorosa. O Amor, como sentimento imperativo, é senhor das escolhas desses personagens, um soberano. É, ademais, um meio para as outras virtudes. Argumentou-se, pela voz dos personagens, que somente há virtude porque existe o sentimento de amor e a faculdade de amar. Sem ele nenhuma virtude seria possível. Confessa-se que foi uma busca ansiosa, mas não frustrante, esquadrinhar o sentimento amoroso tendo como ponto de partida esses personagens. Um grande empreendimento, a saber: ao encontro da natureza do Amor. Dentro do processo argumentativo, intencionou-se mostrar sua natureza como transformadora e aliada ao risco, à álea da incerteza sobre os resultados. O Amor, portanto, é capaz de aduzir à mudança – à semelhança da colocação de Empédocles – Ele mistura e une. O Amor, portanto, mesmo que invisível, porque sua expressão está sempre em outro estado, nunca nele mesmo, está presente como um poder de tornar a vida do homem válida de ser vivida. Tudo sem ele é apatia. O Amor, assim compreendido, como ressaltado na conclusão, afasta o mundano, o vulgar, o banal e o mesquinho. Malgrado, contudo, de proporcionar a virtude, o amor é incapaz da temperança. O ajuste do prazer e da dor como meio-termo é uma impossibilidade para o Amor. Ele é uma força sem peso, cálculo ou medida. Tudo ele arrasta como uma tempestade, nunca será um vento suave. Afirmou-se, nesse sentido, que o Amor possui sempre um caráter divino. Tudo que ele toca torna-se sagrado. É quando o homem se sente abeirado a Deus. A busca pela excelência somente é possível pelo amor. Nem a vontade, nem a razão são capazes de nos aproximar de um sentido de onipotência. A razão precisa do discurso. Esse intermédio a enfraquece porque nunca se tem certeza sobre a verdade. Impõe-se sempre um duelo da mente com aquilo que se pretende conhecer. A razão é a justificativa do homem para sua impossibilidade de conhecer o mundo. O homem nunca vai estar certo sobre a verdade. Ele precisa da crença para aderir incondicionalmente à razão. A vontade é sempre acanhada porque é demarcada pelas limitações em se assinalar, com clareza, os fins aos quais pretendemos alocar nossa vontade. O homem sempre precisa do amor. Carece do amor para acreditar na razão e para veicular a vontade. Somente o amor nos faz próximo daquilo que chamamos de Deus. Por fim, estabeleceu-se a partir de uma atitude positiva, ou seja, da definição de Amor, encontrar tudo o que ele não é. O amor não é virtude, nem vício. Nunca é banal, pequeno, mesquinho. Ele é enormidade porque capaz de singrar a excelência moral. Ele é paixão, é sentimento, mas não é desejo, simplesmente. Encontra permissão para se manifestar na amizade, na generosidade, no desejo, na doação, no respeito. O que o diferencia dos demais sentimentos é que o amor não é mera faculdade, isto é, o homem é capaz de amar, assim como capaz de invejar, de irar-se, rivalizar, alegrar-se etc. O amor, porém, é essência do homem e não mera faculdade. Assim como se compreende a razão e a vontade como constituição própria da nossa condição de humanidade, o amor também. Sem ele seríamos mais que inacabados, seríamos feras, sem nenhuma sublimidade ou retidão: triste figura seria o homem. A forma narrativa escolhida foi o ensaio. Cada personagem, como exposto na definição do problema da pesquisa, foi construído em seu ensaio com o tema desenvolvido. Nada obstante, para alguns personagens há uma obra teórica, predominante, que deu amparo à obra literária, para outros, isso não foi possível. Devido à amplitude do objeto investigado naquele personagem foi necessário o apoio de duas ou mais obras teóricas de apoio aos argumentos utilizados no ensaio.
Abstract: It the question is a work that takes as a subject the Love and, also, the feminine thing, especially, on the Love. The feminine characters were chosen to set the subject out, like phenomenon of his expression. The subject was translated from the voice of some characters of the Literature. It is emphasized, consequently, that there is no hierarchy between them, which is, a “ love better than other” or a more sophisticated character or with more status than other, as well as It Mediates there is a classic of the Greek tragedy and the Woman-cat a creation of the popular literature. In this way, when the characters feminine were elected and when the approximations were carried out with the Sociology and the Philosophy, in the scenery in which Love it is inserted in the Literature. This Love that can be defined, in the tests, as a couple, in other words, accompanied by another concept that delimits it, like, for example, the freedom, the friendship, the generosity, the resignation. The Love, so, in the context of the study, it is always a cause and everything more is a result of this loving deliberation. The Love, like imperative feeling, is a man of the choices of these characters, a sovereign. It is, besides, a way for other virtues. One argued, for the voice of the characters, which there only is virtue because there is the feeling of love and the faculty of loving. Without him no virtue would be possible. It is confessed what was an anxious search, but not frustrating, to explore the loving feeling taking these characters as a starting point. A great undertaking, knowing: to the meeting of the nature of the Love. Inside the process argumentative, it was intended to show his nature like manufacturing and allied to the risk, to the alley of the uncertainty on the results. The Love, so, is able to adduce to the change – like the placing of Empédocles – He mixes and adheres. The Love, so, even invisible what, because his expression is always in another state, never in him same, is present like a power of making the valid life of the man of being survived. Everything without him is an apathy. The Love, so understood, I eat emphasized in the conclusion, it removes the worldly thing, the common thing, the banal thing and the mean thing. Despite, nevertheless, of providing the virtue, the love is incompetent the moderation. The agreement of the pleasure and of the pain as compromise is an impossibility for the Love. It is a strength without weight, calculation or measure. Everything he trails like a storm, it will never be a gentle wind. One affirmed, in this sense, that the Love always has a divine character. Completely what he touches becomes sacred. He is when the man if it feels brought near to God. The search for the excellence is only possible for the love. Not even the will, not even the reason they are able to bring near us of a sense of omnipotence. The reason needs the speech. This intervention weakens it because one is never sure on the truth. A duel of the mind is always imposed with what it intends to know each other. The reason is the justification of the man for his impossibility of knowing the world. The man is never going to be certain on the truth. He needs the belief to join incondicionalmente to the reason. The will is always shy because it is demarcated by the limitations in are marked, with clarity, the ends to which we intend to allocate our will. The man always needs the love. It lacks for the love to believe in the reason and to convey the will. Only the love makes us near of what we call of God. Finally, it was established from a positive attitude, in other words, of the definition of Love, found everything what it is not. The love is not a virtue, not even vice. It is never banal, small, mean. It is an enormity because able to navigate the moral excellence. It is a passion, it is a feeling, but it is not a wish, simply. It finds permission to be shown in the friendship, in the generosity, in the wish, in the donation, in the respect. What it differentiates it of too much feelings the fact is that the love is not a mere faculty, i.e. o man is able to love, as well as ably to envy, to grow angry, to compete, to compete to cheer up etc. The love, however, is an essence of the man and not mere faculty. As well as the reason and the will is understood like own constitution of our condition of humanity, the love also. Without him we would be more unfinished than, we would be wild, without any sublimity or rectitude: sad figure would be the man. The narrative chosen form was the test. Each character, like exposed in the definition of the problem of the inquiry, was built in his test with the developed subject. Not obstructive at all, for some characters there is a theoretical, predominant work, which gave support to the literary work, for others, which was not possible. Due to the amplitude of the object investigated in that character there was necessary the support of two or more theoretical works of support to the arguments used in the test.
Palavras-chave: Literatura popular
Personagem feminino
Crítica Literária
Área(s) do CNPq: CIENCIAS HUMANAS: SOCIOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal do Amazonas
Sigla da instituição: UFAM
Departamento: Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-graduação em Sociologia
Citação: ROBUSTELLI, Maruccia Maria do Perpétuo Socorro Oliveira. Itinerários de Sociologia e ética sobre o amor: crítica literária de personagens femininos escolhidos. 2015. 138 f . Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2015.
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6575
Data de defesa: 8-May-2015
Appears in Collections:Mestrado em Sociologia

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