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https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11379| ???metadata.dc.type???: | Tese |
| Title: | Cursando o ensino médio em tempos de pandemia: a perspectiva de jovens trabalhadores sobre as razões para continuar |
| ???metadata.dc.creator???: | Barros, Ellen Belmonte ![]() |
| ???metadata.dc.contributor.advisor1???: | Falcão, Nádia Maciel |
| ???metadata.dc.contributor.referee1???: | Lopes, Camila Ferreira da Silva |
| ???metadata.dc.contributor.referee2???: | Nogueira, Silvia Cristina Conde |
| ???metadata.dc.contributor.referee3???: | Corrochano, Maria Carla |
| ???metadata.dc.contributor.referee4???: | Oliveira, Luiz Paulo Jesus de |
| ???metadata.dc.description.resumo???: | Este estudo investiga as experiências escolares de jovens estudantes-trabalhadores do ensino médio noturno em Manaus durante a pandemia de covid-19, à luz da teoria das provas sociais e da sociologia dos suportes desenvolvidas por Danilo Martuccelli (2007). Parte-se do pressuposto de que a permanência escolar não depende exclusivamente da responsabilidade individual dos sujeitos, mas está condicionada à mobilização de uma rede de suportes acionados para enfrentar as provas sociais associadas à escolarização. O objetivo central foi analisar de que modo esses jovens mobilizaram suportes sociais para enfrentar os desafios impostos pela pandemia, evidenciando os sentidos atribuídos a essas experiências e os efeitos sobre suas trajetórias no ensino médio noturno da rede pública estadual do Amazonas. A abordagem metodológica adotada é qualitativa, e as etapas da pesquisa compreenderam: a) levantamento bibliográfico, com o intuito de estabelecer diálogo com a produção acadêmica recente e com textos de referência sobre a temática; b) análise documental, cujo corpus incluiu legislações, orientações pedagógicas e normativas de âmbito federal e estadual produzidas em resposta à crise sanitária, entre as quais: o Plano de Retorno às Atividades Presenciais, a Portaria GS 311/2020, as Diretrizes Pedagógicas para o Regime Especial de Aulas Não Presenciais da SEDUC/AM, o Decreto 42.061/2020 do Governo do Estado do Amazonas, a Resolução 30/2020 do CEE/AM, além de dados estatísticos oficiais sobre evasão, abandono e aprovação no ensino médio; c) entrevistas com membros das equipes gestoras de duas escolas estaduais em Manaus; d) aplicação de questionários a 128 estudantes da terceira série do ensino médio noturno; e) entrevistas com 19 jovens estudantes-trabalhadores. Os resultados revelam que a pandemia intensificou provas sociais já presentes nas trajetórias desses jovens — como histórico de reprovações, necessidade de contribuir com a renda familiar e sobreposição das jornadas de trabalho e estudo — e introduziu novas exigências, como a dificuldade de adaptação ao ensino remoto, a precariedade do acesso à internet, a solidão e os impactos diretos da covid-19 sobre a saúde. Para lidar com essas exigências — entendidas como provas sociais no sentido martuccelliano, ou seja, desafios estruturais que impõem um enfrentamento individual, embora tenham origem coletiva — os jovens mobilizaram diferentes suportes, com destaque para a família e a escola, ainda que estes se mostrassem, muitas vezes, frágeis e desarticulados entre si. As falas dos jovens indicam que o suporte familiar envolveu uma rede ampliada, com forte presença de figuras femininas — mães, irmãs e esposas — cuja atuação se expressou por meio do cuidado afetivo, do incentivo simbólico e do reconhecimento da escola como caminho possível de superação, mesmo em contextos de baixa escolaridade. No espaço escolar, os professores se destacaram como principais mediadores dos suportes, sobretudo pela escuta sensível e pelo acolhimento oferecido aos estudantes em situação de vulnerabilidade. Sustenta-se, assim, a tese de que, diante do agravamento das provas sociais vivenciadas durante a pandemia, a mobilização de suportes sociais foi decisiva para a permanência escolar desses jovens. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas que reconheçam, fortaleçam e articulem essas redes de apoio, bem como de práticas escolares dialógicas, contextualizadas e comprometidas com as especificidades do ensino médio noturno. Ao iluminar as vivências de jovens estudantes-trabalhadores em um período crítico, a pesquisa contribui para a formulação de estratégias educacionais mais sensíveis à complexidade de suas jornadas formativas e ao peso das provas sociais que enfrentam cotidianamente. |
| Abstract: | This study investigates the school experiences of young working students attending evening high school classes in Manaus during the COVID-19 pandemic, in light of Danilo Martuccelli’s (2007) theory of social trials and the sociology of supports. It is based on the assumption that school persistence does not rely solely on individual responsibility but is conditioned by the mobilization of a network of supports to face the social trials associated with schooling. The main objective was to analyze how these young people mobilized social supports to face the challenges imposed by the pandemic, highlighting the meanings attributed to these experiences and their effects on students’ trajectories in the public evening high school system in the state of Amazonas. The study adopts a qualitative methodological approach, comprising the following stages: a) a literature review to engage with recent academic work and key references on the topic; b) document analysis, including legislation, pedagogical guidelines, and federal and state regulations produced in response to the health crisis, such as the Plan for Returning to In-Person Activities, Ordinance GS 311/2020, the Pedagogical Guidelines for the Special Remote Learning Regime of SEDUC/AM, State Decree 42.061/2020, Resolution 30/2020 of the CEE/AM, and official statistics on dropout, retention, and completion rates in high school; c) interviews with administrative staff from two public high schools in Manaus; d) questionnaires administered to 128 third-year evening high school students; e) interviews with 19 young working students. The results show that the pandemic intensified social trials already present in the trajectories of these young people—such as a history of grade repetition, the need to contribute to household income, and the overlapping of work and study responsibilities—and added new trials, such as difficulties adapting to remote learning, limited internet access, feelings of isolation, and the direct health impacts of COVID-19. To deal with these demands—understood as social trials in the Martuccellian sense, that is, structural challenges requiring individual confrontation despite their collective origin—young people mobilized various supports, particularly from family and school, though these often appeared fragile or uncoordinated. The narratives reveal that family support involved an extended network, prominently led by female figures—mothers, sisters, and wives—whose actions were marked by emotional care, symbolic encouragement, and the recognition of education as a path to overcoming adversity, even in low-education contexts. At school, teachers stood out as key providers of support, mainly through attentive listening and emotional responsiveness to students' vulnerability. Thus, the thesis is sustained that, in the face of the intensification of social trials during the pandemic, the mobilization of social supports was decisive for these young people's school persistence. The study highlights the need for public policies that acknowledge, strengthen, and articulate these support networks, as well as for dialogical and context-sensitive school practices committed to ensuring persistence in evening high school education. By shedding light on the experiences of young working students during a critical period, the research contributes to the development of educational strategies that are more attuned to the complexity of their learning paths and to the weight of the social trials they face daily. Este estudio investiga las experiencias escolares de jóvenes estudiantes-trabajadores del turno nocturno de la educación secundaria en Manaos durante la pandemia de covid-19, a la luz de la teoría de las pruebas sociales y de la sociología de los soportes desarrolladas por Danilo Martuccelli (2007). Parte del supuesto de que la permanencia escolar no depende exclusivamente de la responsabilidad individual de los sujetos, sino que está condicionada por la movilización de una red de soportes para enfrentar las pruebas sociales asociadas a la escolarización. El objetivo central fue analizar de qué manera estos jóvenes movilizaron soportes sociales para afrontar los desafíos impuestos por la pandemia, destacando los sentidos atribuidos a estas experiencias y sus efectos en las trayectorias escolares en el turno nocturno de la educación secundaria pública del estado de Amazonas. La investigación adopta un enfoque metodológico cualitativo y contempla las siguientes etapas: a) revisión bibliográfica, con el fin de dialogar con la producción académica reciente y con textos clave sobre la temática; b) análisis documental, cuyo corpus incluye legislaciones, orientaciones pedagógicas y normativas de ámbito federal y estatal elaboradas como respuesta a la crisis sanitaria, tales como el Plan de Retorno a las Actividades Presenciales, la Ordenanza GS 311/2020, las Directrices Pedagógicas para el Régimen Especial de Clases no Presenciales de la SEDUC/AM, el Decreto Estatal 42.061/2020, la Resolución 30/2020 del CEE/AM, además de datos estadísticos oficiales sobre deserción, repetición y aprobación en la educación secundaria; c) entrevistas con miembros de los equipos directivos de dos escuelas públicas de Manaos; d) aplicación de cuestionarios a 128 estudiantes del tercer año de secundaria nocturna; e) entrevistas con 19 jóvenes estudiantes-trabajadores. Los resultados muestran que la pandemia agravó pruebas sociales ya presentes en las trayectorias de estos jóvenes — como el historial de repitencias, la necesidad de contribuir al ingreso familiar y la superposición de las jornadas de trabajo y estudio — y generó nuevas pruebas, como la dificultad de adaptación a la enseñanza remota, la precariedad en el acceso a internet, la soledad y los impactos directos de la covid-19 sobre la salud. Para enfrentar estas exigencias — entendidas como pruebas sociales en el sentido martuccelliano, es decir, desafíos estructurales que exigen una respuesta individual aunque tengan origen colectivo — los jóvenes movilizaron diversos soportes, destacándose la familia y la escuela, aunque muchas veces estos se presentaron frágiles o desarticulados entre sí. Las falas revelan que el soporte familiar implicó una red ampliada, con protagonismo de figuras femeninas — madres, hermanas y esposas — cuyas acciones estuvieron marcadas por el cuidado afectivo, el aliento simbólico y el reconocimiento de la escuela como vía posible de superación, incluso en contextos de baja escolaridad. En el ámbito escolar, los docentes se destacaron como principales mediadores de soporte, sobre todo por medio de la escucha sensible y del acogimiento emocional. Se sostiene, por tanto, la tesis de que, frente al agravamiento de las pruebas sociales vividas durante la pandemia, la movilización de soportes sociales fue decisiva para la permanencia escolar de estos jóvenes. El estudio refuerza la necesidad de políticas públicas que reconozcan, fortalezcan y articulen estas redes de apoyo, así como de prácticas escolares dialógicas, contextualizadas y comprometidas con la permanencia en la educación secundaria nocturna. Al iluminar las vivencias de jóvenes estudiantes-trabajadores en un período crítico, la investigación contribuye a la formulación de estrategias educativas más sensibles a la complejidad de sus trayectorias formativas y al peso de las pruebas sociales que enfrentan cotidianamente. |
| Keywords: | Evasão escolar Estudantes Estudantes de escolas noturnas Trabalhadores-estudantes Jovens - Educação |
| ???metadata.dc.subject.cnpq???: | CIENCIAS HUMANAS: EDUCACAO |
| ???metadata.dc.subject.user???: | Jovens Estudantes -Trabalhadores Ensino médio noturno Covid-19 Permanência estudantil |
| Language: | por |
| ???metadata.dc.publisher.country???: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal do Amazonas |
| ???metadata.dc.publisher.initials???: | UFAM |
| ???metadata.dc.publisher.department???: | Faculdade de Educação |
| ???metadata.dc.publisher.program???: | Programa de Pós-graduação em Educação |
| Citation: | BARROS, Ellen Belmonte. Cursando o ensino médio em tempos de pandemia: a perspectiva de jovens trabalhadores sobre as razões para continuar. 2025. 196 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM), 2025.. |
| ???metadata.dc.rights???: | Acesso Aberto |
| ???metadata.dc.rights.uri???: | https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ |
| URI: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/11379 |
| Issue Date: | 11-Jun-2025 |
| Appears in Collections: | Doutorado em Educação |
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